Moda

Slow Fashion – A importância da moda sustentável

Você sabe o que é slow fashion? O termo se refere a uma verdadeira disrupção nas passarelas e destaca a importância da moda sustentável.

Durante anos, a tendência consumista dominou o mundo da moda. Lojas lutando contra o tempo para vender cada vez mais, consumidores ávidos por novidades, e, somando-se a isso, a internet impulsionando as vendas por meio de compras online.

Mas qual a consequência desse consumismo desenfreado? Qual impacto essa tendência traz a longo prazo?

São esses questionamentos que deram origem ao slow fashion.

Contrapondo todos os conceitos até então existentes nas passarelas, o slow fashion ganhou popularidade por destacar a importância da moda sustentável.

Ou seja, esse pensamento destaca que a moda, mais do que simples tendência, é essencialmente sustentabilidade.

O que é o slow fashion

A primeira vez que ouvimos falar em slow fashion foi em 2004. O termo foi cunhado em Londres, pela escritora de moda Angela Murrills na revista online Georgia Straight.

Logo em seguida o termo se popularizou, principalmente na internet, contrapondo a tendência fast fashion – sistema de produção na indústria da moda que prioriza a produção em massa.

Mas o que, de fato, vem a ser o slow fashion?

O conceito do movimento foi inspirado no “slow food”, que surgiu na Itália nos anos 90, como forma de trazer uma maior consciência a respeito dos impactos da alimentação no meio ambiente e seus riscos a biodiversidade.

Sendo assim, o slow fashion defende a diversidade, prezando por um consumo consciente em defesa da natureza.

Da mesma forma, o movimento destaca a importância dos produtores locais, promovendo uma consciência socioambiental que contribui na relação produto-consumidor.

Desse modo, há uma prioridade na prática de preços ligados aos custos sociais e ecológicos, prezando pela produção em escalas menores, fora do padrão de massa comumente visto.

O consumo no mundo da moda

Para se ter uma ideia, segundo dados da revista Environmental Health, publicada em 2018, cerca de 85% das peças de vestuário nos Estados Unidos acabam em aterros sanitários.

Mesmo com um faturamento cada vez mais alto, ultrapassando a marca de 1 trilhão de dólares anuais, o mercado da moda causa diversos impactos ambientais.

A indústria é a segunda que mais polui e impacta o meio ambiente, ficando atrás apenas dos danos causados pelo petróleo.

No Brasil, segundo levantamentos feitos pelo Sebrae, o mercado produz mais de 170 mil toneladas de resíduos ao ano.

Tais números destacam os impactos causados pelo fast fashion e o crescente consumismo na indústria têxtil, além da importância de encontrarmos alternativas sustentáveis.

Movimento slow fashion na cultura de grandes empresas

O impacto do pensamento sustentável já é visível na moda, o que afeta pequenas e grandes empresas.

O site ThredUp divulgou um levantamento que apresenta um aumento de 25% na compra de produtos de segunda mão.

O número representa um impacto do movimento slow fashion na cultura de grandes empresas, que, apesar de ainda seguirem a tendência de produção em massa, estão começando a dar mais atenção para o consumo sustentável.

A exemplo disso está a Insecta Shoes. Fundada por Bárbara Mattivy. A empresa já é responsável por reciclar 21 mil garrafas plásticas, além de materiais como tecidos, papelão e borracha, materiais utilizados na confecção dos sapatos comercializados.

Com isso, além da colaboração para a sustentabilidade, a empresa consegue agregar valor a marca, fator essencial para a sobrevivência e crescimento do negócio.

A importância do consumo consciente na moda

Como deu para perceber, o movimento slow fashion estimula o consumo consciente buscando destacar os impactos causados ao meio ambiente em razão dos excessos no mundo da moda.

Mas não é apenas no lado ecológico que destaca a importância de consumir moda de forma consciente, há também o fator social.

Isto é, com uma indústria cada vez mais globalizada dominando o mercado e padronizando a moda, mais difícil é dar atenção ao pequeno e médio produtor, além de ser cada vez menos comum a escolha por produtos diferentes.

Justamente por isso é que o movimento slow fashion preza pela formação de corporativas que promovam a colaboração entre produtores.

Desse modo, é possível gerar um comércio mais justo, que possibilite uma atuação mais diversificada e, consequentemente, um mercado com mais opções.

Da mesma forma, é possível notar uma valorização quanto aos recursos locais, priorizando a produção em solo nacional.

Em outras palavras, no slow fashion tudo que está disponível localmente deve ser utilizado pro todos, da melhor forma possível, buscando reduzir os impactos ao ecossistemas ao mínimo possível.

Isso representa uma oportunidade de diminuirmos os danos causados ao meio ambiente pela indústria têxtil, com a possibilidade de colaborar com a fomentação de um futuro melhor e mais sustentável.

O slow fashion veio para mudar a forma como consumimos, destacando a importância da moda sustentável e da redução nos gastos de recursos.

 

Sua relevância no mercado por si só já é uma evolução, e pode representar mudanças drásticas na relação entre produtores e consumidores. Quem não se adaptar, certamente ‘sairá de moda’.

 

Dai Werlang.

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